Hernia de Disco

HÉRNIA DE DISCO/LESÔES DE DISCO
Você está sentindo dor ou adormecimento na perna ou braços, possivelmente formigamento ou perda de força e a ressonância magnética confirma que você está com hérnia de disco. É o fim do mundo? NÃO!!!

Existem várias perguntas em sua mente agora e quanto mais você entenda sobre hérnia de disco e o processo que a ocasione, mais fácil será para fazer decisões importantes em relação ao tratamento da condição.

O que é um disco?
Os discos são como amortecedores feitos de uma substância gelatinosa e elástica que atua como tal para separar duas vértebras e manter os buracos (os forâmenes) entre as vértebras abertas, de onde saem os nervos para todos os órgãos e membros do corpo, livre de compressão. Os discos se encontram entre duas vértebras móveis. Assim estão colocadas umas sobre as outras e os discos como amortecedores, separando as vértebras para permitir o livre movimento e flexibilidade da coluna vertebral. Cada disco está ancorado entre as vértebras por um sistema composto de milhares de fibras tão finas como pêlos que formam os ligamentos, sustentam as vértebras em seu lugar e ajudam a manter sua força.

Qual é a causa dos problemas discais?

Agudo ou crônico (degenerativo).

A lesão aguda é normalmente a mais severa. Geralmente está pré-condicionada a subluxações, prolongando as dores na coluna vertebral. Também fatores como diferença no comprimento das pernas, movimentos repetitivos, vida sedentária, dormir ou sentar de maneira errada, etc. podem causar disfunções nas vértebras, e então, sobrecarregando várias estruturas como o disco.
A lesão do disco pode ser originada por uma queda (por girar rapidamente), acidente de carro (trauma), por levantar coisas de forma inadequada, ou simplesmente pode ser a atividade repetitiva que cause a disfunção do disco e isto pode ser o estopim. Na fase aguda, pode produzir dor imediata, localizada ou irradiada até as extremidades. Normalmente é acompanhada por espasmos/contraturas musculares, que podem alterar a forma de sua coluna. A isso denominamos antalgia. É uma reação normal do corpo, uma tentativa de fechar o movimento no local e então diminuir ou impossibilitar mais danos ao disco. Isso acontece em qualquer articulação do corpo quando está machucado. Por exemplo, na torção do joelho todos os músculos da perna ficam rígidos para evitar o agravamento da torção.

Doenças discais congênitas. São causadas por condições crônicas normalmente menos dolorosas que as agudas. Pode ser atribuído a um grande número de fatores como disfunções nas articulações (desvios), diferença no comprimento das pernas, má postura, hábitos incorretos ao fazer exercícios, obesidade crônica, má nutrição e envelhecimento. Problemas degenerativos do disco podem ser produzidos por micro traumas na coluna vertebral desde jovem, que deixam as vértebras subluxadas ao longo de muitos anos. A pressão nos nervos é proveniente de inflamação localizada provocada pela hérnia, porém não diretamente na hérnia. Por esta razão, os antiinflamatórios geralmente ajudam no alívio da dor, mas não se engane, a hérnia permanece ali e necessita ser cuidada, pois do contrário ela avançará e trará sérios problemas. Com certeza no futuro novas crises ocorrerão, com tendência de serem mais sérias e com maior freqüência. Sinais comuns que indicam degeneração do disco, dor discreta e localizada que pode crescer e intensificar durante meses ou anos, alterando a mobilidade e agilidade. Em ambos os processos, no agudo e no degenerativo, a dor e outros sintomas podem ser causados por uma saída anormal do disco (ânulos fibrosos) enfraquecendo e deixando a parte central (núcleos pulposos) sair lateralmente. Quando o disco sair, no entanto sem passar a margem da vértebra, chama-se protusão. Problemas podem começar quando o disco sair mais, passando a parte lateral do disco, e isso se chama hérnia de disco.

É importante entender que dependendo da direção em que a hérnia de disco sair, pode ou não causar sintomas ou dor. E quando ocorrer a dor, significa que há presença de inflamação local ou em torno do nervo. A intensidade dor. Isso depende se a raiz do nervo ou medula espinhal está sendo comprimida. Obviamente a subluxação e, conseqüentemente, a hérnia de disco podem causar problemas e dor em outras estruturas. Dessa forma, é possível ter hérnia de disco, porém a causa da dor não ser proveniente da hérnia, dependendo de onde a hérnia surgir, pois a hérnia é um efeito do problema, neste caso sendo disfunção articular ou subluxação.

Como a quiropraxia pode ajudar?


A Quiropraxia dedica-se ao diagnóstico, tratamento e prevenção de alterações mecânicas (subluxações) do sistema músculo-esquelético e seus efeitos sobre a função do sistema nervoso e da saúde de maneira geral. Sabemos que a hérnia de disco resulta de disfunção entre a vértebra, o disco e a vértebra adjacente, ou seja a subluxação. Por devolver a função normal à articulação, o quiropraxista consegue tirar a compressão que a hérnia e a inflamação
associada causa ao nervo. Não é milagre e pode demorar entre uma semana e a vários meses. Há alguns raros casos que o paciente precisa ser encaminhado para cirurgia porque não ter sido possível devolver a função da articulação, impossibilitando a remoção da compressão no nervo. No entanto, a grande maioria pode ser cuidada.

A hérnia de disco pode acontecer em qualquer disco da coluna vertebral, mas é mais comum na cervical (principalmente C5-C6; C6-C7) ou lombar (principalmente L4-L5; L5-S1). No caso de lombar, o nervo ciático sai entre a última vértebra L5 e o sacro. Esse é o lugar mais freqüentemente sobrecarregado na vida cotidiana. Quando o nervo está comprimido, dor, adormecimento, formigamento, queimação e fraqueza podem ser sentidos em qualquer parte do caminho do nervo do glúteo ou da perna. Apesar de ter a dor presente na perna, não faz sentido tratar a dor com pomadas ou medicamentos para dor. É obvio que deve tirar a compressão do nervo na raiz, tratando a lesão. A maioria dos pacientes que procuram a clínica apresentam este problema e o sucesso da Quiropraxia vem porque as manobras feitas pelo quiropraxista (os ajustes) devolvem o movimento e a função normal à coluna e tiram a compressão do nervo causado pela hérnia de disco. Como a inflamação no local da hérnia é comum, o uso de antiinflamatórios (receitados pelos médicos) feito em conjunto com a Quiropraxia, adianta os bons resultados na maioria dos casos.

E depois do tratamento?
Degeneração óssea ou hérnia de disco são problemas geralmente irreversíveis, sendo que a estrutura da articulação ou disco mudou e não vai voltar ao estado original.

Por isso está recomendado, depois de diminuir a dor e sintomas associados com a hérnia, a continuar a manutenção de Quiropraxia para sempre manter a função o melhor possível e evitar que o disco seja sobrecarregado de novo, possivelmente provocando a saída da hérnia ainda mais. Exercícios, alongamentos, mudanças na postura e emagrecimento, também estão recomendados em conjunto com a Quiropraxia.

Do mesmo modo que a revisão periódica do carro permite o seu bom funcionamento e evita que pare no meio da rua lhe deixando em situação de perigo ou no mínimo desagradável. O cuidado contínuo da coluna permite que você tenha uma vida normal, sem dor e sem medo de que o problema retorne ou se agrave.

Ter hérnia de disco não é uma catástrofe! Com Quiropraxia e bom senso, você pode ter uma vida normal.

Cirurgia nas Costas:
Por enquanto, cirurgia espinhal é às vezes necessária, especialmente em casos de traumas severos, destruição de ossos, discos e nervos ou mesmo infecção e tumor. Mas a maioria das pessoas com dor lombar ou ciática, jamais deveria submeter-se a cirurgia.
Síndrome da falha cirúrgica – Dos milhares de procedimentos cirúrgicos feitos a cada ano em discos danificados, muitas autoridades médicas admitem que um grande número de cirurgias seria desnecessária e inútil. Muitos pacientes que se submeteram às cirurgias na coluna relatam que suas dores permaneceram ou mesmo aumentaram. E se a primeira cirurgia não funcionou, porque então fazer à segunda ou terceira? Cirurgias extensas podem inclusive causar cicatrizes nos tecidos, levando à debilidade espinhal permanente e, ainda, distorção e instabilidade.